30/09/2013

Creme de Abóbora e Cenouras Assadas com Pesto de Manjericão

creme de cenoura e abóbora

Todos os dias são dias de sopa.
 As sopas são um dos pratos mais importantes da nossa gastronomia e, também, da cozinha mediterrânica. São o primeiro conforto da refeição e uma injecção de vitaminas e energia. E em dias cinzentos de chuva, são o prato ideal para aconchegar e dar a provar os sabores do Outono que agora nos acompanha. Os gaspachos e as sopas leves e frescas saem e cena e dão lugar a caldos mais ricos e intensos, com sabores mais fortes e cores argilosas.
Mais uma vez, foi a querida e talentosa Lorraine Pascale que me inspirou neste fim-de-semana a testar mais uma nova receita cozinha, com uma deliciosa Sopa de Abóbora e Cenoura Assadas Picantes. Com a chuva a bater nas janelas da casa incessantemente, não resistir a testar uma versão minha desta sopa. O Creme de Abóbora e Cenoura é um dos favoritos cá de casa e foi fácil optar pela sua opção assada. O resultado foi, no mínimo, surpreendente. Acreditem, com os mesmos ingredientes, o sabor fica completamente diferente. Muito mais rico, intenso e reconfortante. E para a tornar ainda mais especial, decidi acrescentar um pouco de Pesto de Manjericão, que combina lindamente, não só com a cor alaranjada do creme, como com o seu sabor.
Uma excelente sugestão para uma Sopa de Outono quando queremos impressionar.


CREME DE ABÓBORA E CENOURAS ASSADAS
com PESTO DE MANJERICÃO

ingredientes (para 4 a 6 pessoas)
1 abóbora menina limpa e sem pevides cortada ao meio
1 alho descascado
3 cenouras médias descascadas e cortadas em rodelas com 1 cm de espessura
1 batata média descascada e cortada em quartos
1 haste de alecrim fresco
2 dl de azeite virgem extra com baixa acidez (costumo usar de reserva, com 0,4 de acidez ou menos)
1 cebola média picada
1 talo de alho-francês cortado às rodelas finas
1,5 a 2 l de água a ferver (conforme quiserem a sopa mais grossa ou mais líquida)
sal e pimenta de moinho q.b.
pesto e folhas de manjericão para guarnecer

para o pesto
1 punhado de folhas de manjericão
1 dentes de alho descascado
1 punhado de pinhões ligeiramente tostados numa frigideira anti-aderente
sal e pimenta q.b.
2 dl de azeite virgem extra

preparação
1. ligar o forno à temperatura de 200ºC e untar uma assadeira com manteiga (para facilitar a limpeza)
2. colocar as metades da abóbora menina na assadeira, juntamente com as cenouras às rodelas, a batata e o alho
3. colocar ao centro a haste de alecrim e temperar com sal e pimenta
4. salpicar com o azeite e levar ao forno durante cerca de 25 a 30 minutos, ou até os legumes estarem amolecidos (quando for fácil espetar com a ponta de uma faca, é sinal de que estão prontos)
5. entretanto, refogar numa panela com 1 fio de azeite a cebola e o alho-francês, até ficarem translúcidos
6. retirar a assadeira do forno, remover a haste de alecrim e acrescentar os legumes à panela (retirar a polpa da abóbora com o auxílio de uma colher de sopa)
7. deixar suar um pouco e regar com a água a ferver
8. quando levantar fervura, deixar cozinhar durante 20 minutos
9. retirar a panela do lume e triturar muito bem com a varinha mágica
10. para o pesto, colocar as folhas de manjericão, o alho e os pinhões numa trituradora ou robot de cozinha e triturar bem; acrescentar o azeite, temperar com sal e pimenta e triturar mais um pouco, até todos os ingredientes estarem bem envolvidos
10. servir o creme em tigelas ou pratos de sopa, guarnecidos com 1 c.sopa pesto, uns salpicos de azeite e folhas de manjericão
Até breve!

25/09/2013

Bolachinhas de Aveia Integrais

Bolachas de Aveia

 bolachinhas de aveia integrais
O Outono chegou e com ele o regresso às rotinas. De casa, do trabalho, da escola.
É o Setembro do recomeço e da longa caminhada até novas férias e mundos por descobrir. Abrem-se os armários em busca da renovação das roupas e dos agasalhos, dos cobertores que nos aconchegam de noite e nas tardes no sofá.
O azul brilhante do céu e o verde dos campos salpicados de cores vibrantes das frutas e das flores desvanecem-se suavemente na paisagem que permanece, agora lentamente pincelada pelas cores quentes do Outono que se denuncia. Há os amarelos das maçãs e das pêras, o laranja das abóboras e os dióspiros, os tintos do vinho que agora se faz. Há os castanhos dos troncos das árvores que se desnudam e das castanhas que irão chegar. Há o cheiro da nostalgia no ar.
E enquanto a cozinha não se enche totalmente de todos os novos sabores e cores da estação, deixando o Verão cair bem devagar, vou preparando os snacks que a família pede já longe de casa, mas sempre perto do coração. E nada me sabe melhor fazer do que umas bolachinhas caseiras de aveia integrais, deliciosas, crocantes e muito fáceis de fazer, que matam o bichinho da fome entre as refeições principais.
Sim, porque o tempo é curto e de azáfama, mas há sempre algum para fazermos as nossas próprias bolachas!
 
 
BOLACHINHAS DE AVEIA INTEGRAIS
(receita ligeiramente alterada em fev. 2016)
 
Ingredientes (para cerca de 15 a 20 bolachinhas)

70g de manteiga amolecida
125g de açúcar mascavado (ou amarelo, se preferirem)
1 ovo médio
raspa de limão ou de laranja
70g de farinha de aveia ou de trigo integral
1 c.sobremesa de fermento em pó
200g de flocos de aveia integrais
 
Combinações deliciosas
 
Raspa de limão + 75g de passas
Raspa de laranja + 75g de chocolate negro cortado em pedacinhos
Raspa de laranja + 50g de chocolate negro cortado em pedacinhos + 50g de arandos desidratados (costumo comprar no Continente, na secção dos frutos secos, junto à frutaria)
Raspa de laranja + 50g de coco ralado + 50g de arandos secos
 
Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Numa taça, bater com uma colher de pau a manteiga com o açúcar e a raspa de laranja ou limão até ficar um creme leve e fofo.
Acrescentar o ovo e bater mais um pouco. Juntar a farinha e o fermento e envolver bem. Finalmente, envolver os flocos de aveia e, em seguida, uma das combinações que mencionei acima.
Dispor colheradas (de sopa) da massa no tabuleiro, afastadas cerca de 2 cm entre si (quem quiser ser mais profissional, deitar a massa dentro de um cortador de bolachas redondo, para que tenham todas o mesmo tamanho, e calcar bem com as costas da colher).
Levar ao forno durante 12 a 15 minutos, ou até as bolachas adquirirem um tom dourado (verificar se a parte voltada para baixo não fica queimada). Retirar do forno e deixar as bolachas arrefecerem completamente numa rede metálica. Elas vão endurecer à medida que arrefecem.
Guardar num frasco de vidro até 10 dias.
 
Nota: podemos enriquecer estas bolachinhas com outros sabores, como, por exemplo, pepitas de chocolate ou frutos secos
 
Para um snack ainda mais saudável, experimentem esta receita de bolinhas de banana, aveia e frutos secos, sem qualquer adição de açúcar. É igualmente deliciosa e super fácil de preparar.
 
 

19/09/2013

Bolo de Figos e Limão

bolo de figos

bolo de figos


Sou uma rapariga nascida e criada na cidade. Que estudou e cresceu na cidade. Vivo numa cidade e adoro a minha cidade. Do seu ar cosmopolita ainda um pouco tosco, da sua agitação, das suas varandas de Arte Nova, cheias de detalhes já enferrujados pelo avanço implacável do tempo. Dos seus canais venezianos por quem se encantam os que lá passam. Das ruas de comércio tradicional e das casas de chá onde paro para ler um livro e saborear um café. Da sua proximidade ao mar, cúmplice eterno dos sonhos e das fantasias que se desvanecem como o nevoeiro que se dissipa ao final da manhã.

Mas existe algo que a cidade não me consegue dar.... a serenidade e a nostalgia do silêncio do campo, com o seu cheiro a terra lavrada e as memórias construídas com os mesmos gestos das gentes de outros tempos... brincar nas ruas estreitas por onde os animais se cruzam, ouvir com elevada nitidez o canto dos pássaros e dos grilos. Molhar os pés a regar as flores e subir a uma árvore e provar de imediato o seu fruto doce ainda quente do sol.


No último fim-de-semana de Verão, andei a colher os figos que as figueiras nos quiseram dar. Carregadas este ano, face à ausência deste delicioso fruto nos últimos dois. Parecia uma criança pequena a quem presenteiam com um doce inesperado. Cheguei a casa e devorei tantos quantos consegui, já frescos, e depois fiquei imaginar receitas onde os pudesse incluir e destacar. Um bolo cai sempre bem, em qualquer altura do ano, e este pareceu-me a perfeita homenagem ao final da estação e ao Outono que se aproxima...
A sua textura foi uma surpresa deliciosa. A massa fica húmida e com um sabor caramelizado dos figos que se afundam ligeiramente e denotam a sua presença em cada pedaço que levamos à boca. O aroma do limão combina brilhantemente, para dar aquele toque cítrico que quebra a doçura mas não lhe retira o protagonismo.
Até já Verão!


BOLO DE FIGOS E LIMÃO

ingredientes

8 a 12 figos maduros, lavados e cortados em quartos
1 c.sopa de açúcar mascavado
sumo de 1/2 limão
115g de margarina (ou manteiga) amolecida
175g de açúcar amarelo
raspas da casca de 1 limão
4 ovos médios
175g de farinha
1 c.sopa rasa de fermento em pó

preparação

1. pré-aquecer o forno a 180ºC; untar uma forma redonda de fundo amovível com manteiga e forrar a base com papel vegetal, também untado
2. colocar os figos cortados em quartos numa taça, regar com o sumo de limão e salpicar com o açúcar mascavado, envolvendo suavemente os figos nesta mistura; reservar
3. numa taça, bater energeticamente com uma colher de pau a margarina (ou manteiga) amolecida com o açúcar amarelo e as raspas de limão, até a mistura estar uniforme e cremosa
4. acrescentar os ovos, um a um, batendo bem em cada adição (só devemos acrescentar o ovo seguinte depois de o anterior estar bem incorporado na massa)
5. peneirar a farinha com o fermento e envolver bem, em movimentos suaves, não batendo demasiado para não endurecer a massa
5. deitar a massa na forma e alisar a superfície
6. dispor os figos em roda por cima da massa e levar ao forno, durante cerca de 30 a 35 minutos, ou, colocando um palito no centro do bolo, este sair seco
7. retirar do forno e deixar o bolo arrefecer completamente dentro da forma, em cima de uma rede metálica
8. desenformar com cuidado e servir

Até breve!

18/09/2013

Bruschettas de Pesto e Tomate Assado

bruschettas de tomate

bruschettas de pesto e tomate assado

bruschettas de tomate assado

O tomate anda em festa neste final de Verão ainda quente.
Cá por casa, este fim-de-semana foi rico em cabazes cheios deste fruto delicioso e carnudo, trazidos directamente da horta da família. Já bem maduros, são ricos em doçura e polpa e fazem-me logo imaginar nas inúmeras receitas onde os posso incluir e dar um toque especial. Sopas, molhos, petiscos, para rechear, para assar, para comer bem frescos em saladas cheias de cor. Não faltam opções nestes dias ainda cheios de luz e almas sorridentes.
Como gosto sempre de procurar novas receitas, um dos meus passatempos preguiçosos de eleição é navegar pela web à procura de inspirações para a cozinha. E foi numa noite mais ociosa de sofá que encontrei uma versão da receita que hoje vos aconselho a experimentar - umas deliciosas bruschettas de pesto e tomate assado, ideais para entradas e petiscos com os amigos.
Da parte minha parte, este delicioso casamento entre cores e sabores passou directamente para o top de Entradas & Petiscos do meu arquivo culinário, sobretudo no Verão que convida ao convívio no exterior e à comida que se come só com as mãos!
Espero que gostem!


BRUSCHETTAS DE PESTO E TOMATE ASSADO


ingredientes (para 4 a 6 pessoas)

1 pão saloio cortado em fatias grossas (cerca de 2 cm)
3 tomates de rama maduros, cortados às rodelas ou em cubinhos (em alternativa, usar tomatinhos-cereja inteiros ou cortados em metades)
2 dl de azeite
2 dentes de alho
1 haste de alecrim ou 1 raminho de tomilho fresco
sal e pimenta q.b.

para o pesto de caju

1 chávena de chá de folhas de manjericão
2,5 dl de azeite virgem extra
3 dentes de alho descascados
1/2 chávena de chá de queijo parmesão ralado na altura
1/2 chávena de chá de cajus sem sal
pimenta q.b.

preparação

1. ligar o forno à temperatura de 200ºC
2. untar uma assadeira com manteiga e dispor os tomates
3. temperar com sal e pimenta e regar com o azeite
4. esmagar os alhos e dispor na assadeira, terminando com a haste de alecrim
5. levar ao forno durante 15 a 20 minutos, ou até as rodelas de tomates estarem amolecidas e com as pontas tostadas
6. cerca de 5 minutos antes de retirar o tomate do forno, tostar as fatias de pão no tabuleiro do grill, na parte mais superior do forno
7. entretanto, preparar o pesto: juntar todos os ingredientes numa picadora ou robot de cozinha e triturar até todos os ingredientes até estarem bem incorporados e formarem uma pasta (se estiver muito grossa, acrescentar um pouco mais de azeite)
8. retirar as tostas e o tomate do forno e montar as bruschettas: barrar as tostas com o pesto e cobrir com o tomate
9. servir ainda mornas

Até breve!

16/09/2013

Chá Gelado de Ameixa e Alecrim


ice tea ameixa

Na casa dos meus avós, há sempre chá acabado de fazer na mesa do lanche.
Somos a típica família do chá das cinco, com uma mesa farta em delícias que se saboreiam entre tragos quentes de infusões. Pães estaladiços, scones quentinhos, croissants, bolinhos, todos se reúnem em torno das conversas que nos põem a par dos assuntos do momento. Um ritual que se repete também em minha casa, mas mais ao fim-de-semana, quando a agenda agitada nos permite uma pausa para desfrutar de um lanche caseiro cheio de coisas boas.
Sempre a acompanhar uma fatia de bolo, o chá é feito a preceito, cujos sabores variam consoante as estações e os estados de humor. Em dias frios, saboreia-se o de maçã com canela; antes de deitar, o de cidreira, tília ou camomila para acalmar e suavizar a digestão; na Primavera, aparece o de pêssego-manga e os de frutos silvestres para colorir a mesa e, no Verão, as infusões quentes dão lugar aos chás gelados com pedacinhos de fruta e folhas de hortelã. Claro que também temos o chá branco e o chá verde, para desintoxicar naqueles dias fartos, o de limão e mel para não deixar o resfriado avançar e outros tantos considerados mezinhas de outros tempos, como o chá de barbas de milho para infecções indesejadas.


Num final de tarde ainda quente deste Verão quase a terminar, soube bem experimentar este chá gelado de ameixa, alecrim e limão. Um destino diferente, mas muito refrescante, a dar às ameixas que por aqui abundam.


CHÁ GELADO DE AMEIXA E ALECRIM

ingredientes (para 1 jarro com capacidade de 1,5l)

1 saqueta de chá de lúcia-lima ou de limão caseiro
3 c.sopa de mel
6 ameixas maduras descaroçadas e cortadas em gomos
2 raminhos de alecrim
cubos de gelo a gosto


preparação

1. ferver 1,5l de água e deixar a saqueta de chá em infusão durante 5 minutos
2. transferir o chá para um jarro de vidro e acrescentar o mel, mexendo bem com uma colher de pau
3. acrescentar os gomos de ameixa e os raminhos de alecrim e colocar no frigorífico até arrefecer por completo
4. momentos antes de servir, acrescentar ao chá cubos de gelo a gosto e distribuir pelos copos


Até breve!

09/09/2013

Galette de Tomates Balsâmicos

galette de tomate





A jornada das tão desejadas férias de Verão culmina no regresso às origens, de visita aos tempos de infância e juventude no reencontro com a saudade.
De braços abertos estão as almas quentes e doces de toda a família, cujos olhares cintilantes e molhados não escondem a alegria de ter de volta aqueles por quem o coração sorri mais alto.
No esplendor da sua pacatez, percorrem-se as ruas apenas congestionadas pelos animais e seus pastores, já no seu regresso além-monte, e atravessam-se as hortas cultivadas pelas mãos de quem sempre tratou a terra por tu, retirando dela o que de melhor ela nos tem para nos dar. Courgettes, pimentos verdes, cebolas e batatas já apanhadas, pepinos e tomates suculentos. Há louro e alecrim que apanhamos pelo caminho e com eles perfumamos as mãos.
É tão bom acordar e sentir o cheiro das flores viçosas, frescas e ainda transpiradas do orvalho da manhã. Inalar o doce perfume da fruta que amadurece ao sol, sem ninguém a refrear o seu sabor. Há uvas por vindimar, ameixas de várias cores, pêssegos sumarentos e aveludados, e já se aguarda com fervor os figos, as pêras e as maçãs, sem faltar os marmelos que se guardam nas conversas.
Mas como escreveu Gabriel Garcia Marquez, é tempo de "deitar a alma pela boca" e reunir à mesa todos os condimentos para o almoço de família, na típica algazarra italiana com sabores bem portugueses. A dar entrada aos relatos da vida vivida na cidade, estão os chouriços e os queijos, bem acompanhados numa bruschetta com fruta caramelizada. Há sangria a acompanhar as saladas frescas e os grelhados e, para sobremesa, há o doce tradicional da avó. Há alegria e cumplicidade.



Já na linha do horizonte, o sol quente da serra rasa os pináculos mais altos da vila, enquanto avançam as despedidas e se escrevem os últimos parágrafos da visita. Fica uma parte de nós, mas os abraços apertados não deixam escapar a recordação. Vêm comigo as frutas e as verduras acabadas de apanhar, os últimos enchidos antes da próxima matança do porco. Vêm comigo as conversas de novas receitas e experiências na cozinha. Mas sobretudo, vem comigo a alegria de ter os meus. Obrigada!
No regresso as casa, foi tempo de saborear a doçura dos tomates, assados lentamente numa galette ao estilo da Provença e da Itália banhada pelas águas plácidas do Mediterrâneo, que trazem consigo a dádiva dos ventos quentes e portadores da magia que acontece em cada pomar voltado para o Sol. Temperados com o melhor azeite e o melhor vinagre balsâmico de Modena, com uma pitada de sal e pimenta e uns salpicos de alho e orégãos secos, sobre uma cama crocante que aconchega e não deixa sair nenhum dos seus sabores, estes deliciosos tomates fazem sorrir e fechar os olhos em cada garfada, já cheia de saudades do Verão que o Setembro encerra e daquele que está para vir...


GALETTE DE TOMATES BALSÂMICOS

ingredientes para a galette

1 chávena e meia de chá de farinha
1 pitada de sal
7 colheres de sopa de margarina fria cortada em pequenos cubos
1 ovo (vamos usar apenas a clara; a gema servirá para pincelar a massa antes de ir para o forno)
1/4 de chávena de chá de água gelada

para o recheio

300g de tomates cereja maduros
2 dl de azeite virgem extra de qualidade
1 dl de vinagre balsâmico de modena
3 dentes de alho
sal e pimenta 1.b.
2 c.sopa de orégãos secos


preparação

1. começar pela massa da galette: numa taça, misturar bem a farinha com o sal
2. juntar a margarina aos cubos e esfarelar com a ponta dos dedos, até a mistura se assemelhar a areia molhada
3. bater ligeiramente a clara, até ficar em espuma, e misturá-la na água gelada, mexendo mais um pouco
4. acrescentar o líquido resultante à massa, amassando bem até todos os ingredientes estarem ligados e a massa seca (se a massa estiver muito pegajosa, acrescentar um pouco mais de farinha)
5. formar uma bola e envolver em película aderente, levando ao frigorífico a refrigerar durante, pelo menos, 1 hora
6. passado este tempo, pré-aquecer o forno a 200ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal
7. retirar a massa do frio e estendê-la numa superfície enfarinhada, num formato o mais redondo possível e com cerca de 0,75 a 1 cm de espessura
8. colocar a massa no tabuleiro forrado e salpicar o centro com 1dl de azeite
9. lavar bem os tomates e fazer um pequeno golpe em cruz no topo de cada um, com a ajuda de uma faca bem afiada
10. dispor os tomates no centro da massa, deixando cerca de 3 a 4 cm de margem para depois dobrar a galette
11. esmagar os alhos com a casca e colocar junto dos tomates
12. temperar com sal e pimenta, polvilhar com os orégãos em toda a volta e salpicar com o restante azeite e o vinagre balsâmico
13. fechar a galette, fechando as bordas da massa em direcção ao centro com a ajuda da ponta dos dedos e pincelar a sua superfície com a gema de ovo batida
14. levar ao forno durante cerca de 40 a 45 minutos, ou até a massa da galette estar bem dourada e os tomate bem enrugados e sumarentos
15. retirar os alhos e servir como entrada

Até ao próximo post!

02/09/2013

Um Bolo de Limão de Verão...

bolo de limão com curd de limão e chantilly

bolo de limão intenso

bolo de limão e iogurte

Um dos meus bolos de limão favoritos para os dias quentes. Sim, porque o forno continua ligado no Verão.
Há sempre um bom pretexto para se saborear uma fatia de bolo, em qualquer altura do ano. Uma visita para o lanche, um convite para jantar, ou um mimo para levar a quem se gosta. Porque simplesmente é fim-de-semana e queremos sempre nos presentear com algo doce e feito por nós.
Nos dias frios e cinzentos, os bolos são reconfortantes, ricos e mais dramáticos. Ao invés, nas estações quentes, os bolos são frescos, alegres e frutados. Puras fatias de deleite que se saboreiam com os pés a baloiçar e a roçar na relva molhada ainda quente do sol.
E para mim é esta a personificação deste bolo: um puro raio de sol, alegre e cítrico, doce e viciante como a estação que se quer sempre silly e à qual queremos sempre voltar depressa...



BOLO DE LIMÃO COM CURD DE LIMÃO E CHANTILLY

ingredientes para o bolo:

4 ovos médios (gemas e claras em separado)
175g de açúcar
raspa da casca e sumo de 2 limões médios
100g de margarina ou manteiga amolecida 
1 iogurte natural
250g de farinha
1 c.sopa bem cheia de fermento em pó

para o recheio:

1 receita de curd de limão (ver aqui)
1 pacote de natas frescas batidas em chantilly com 3 c.sopa de açúcar
mirtilos para acompanhar
açúcar em pó para polvilhar


preparação

1. pré-aquecer o forno a 180ºC
2. untar uma forma redonda de fundo amovível e forrar a base com papel vegetal também untado
3. numa taça, bater as claras em castelo
4. à parte, juntar o açúcar e a raspa de limão e, com as pontas dos dedos, esfregar a raspa no açúcar, para ajudar a libertar os óleos e acentuar o aroma cítrico do limão
5. acrescentar as gemas e bater muito bem, até a mistura ficar pálida e cremosa
6. juntar a margarina ou manteiga amolecida e bater mais um pouco até a massa ficar uniforme
7. adicionar o sumo de limão, seguindo-se o iogurte, mexendo bem
8. peneirar a farinha com o fermento e bater mais um pouco, apenas para ligar os ingredientes
9. finalmente, envolver as claras em castelo, com movimentos suaves, para não deixar sair o ar que vai tornar o bolo leve e fofo
10. verter a massa na forma, alisar a superfície e levar ao forno durante 30 a 35 minutos (o bolo está cozido quando, ao espetar um palito no centro, este sair seco)
11. retirar do calor e deixar o bolo arrefecer completamente na forma antes de o desenformar
12. cortar o bolo em duas metades da mesma espessura e colocar uma das metades num prato de bolo
13. barrar a superfície generosamente com o curd de limão, seguindo-se o chantilly
14. colocar a outra metade do bolo por cima, decorar com os mirtilos e as folhas de hortelã e polvilhar o bolo com o açúcar em pó
15. guardar no frigorífico até ao momento de servir

bolo de limão

Até breve!

28/08/2013

Tarte de Figos e Ricotta

tarte de ricotta e figos
entrada de figos e presunto

figos com presunto
tarte de figos e ricotta

tarte de figos

Uma Tarte que anuncia o lento início do fim do Verão.
Ainda fresca e alegre, mas com os sabores que marcam a sua etapa final, quando as últimas frutas amadurecem nas árvores. É tempo de colher os figos, festivos, doces e carnudos, e saboreá-los mal os apanhamos da árvore, sentados junto à sua sombra enquanto comtemplamos a paisagem que nos esmaga com a sua singela beleza.
Perfeitos para combinações doces ou salgadas, eles tornam-se o pretexto ideal para folhear os livros e cadernos de receitas, em busca de inspiração para um prato que nos faça sorrir de imediato.
Desta vez, decidi-me por uma entrada, numa tarte fresca de queijo ricotta com fatias finas de presunto a acompanhar. A polpa texturada e adocicada dos figos pingo de mel combinam lindamente com a cremosidade e sabor suaves do ricotta perfumado com raspas de limão. As fatias finas de presunto acrescentam ainda mais textura ao prato, num toque salgado que abre o apetite para o prato seguinte.
Sem dúvida, um casamento de sabores eterno.

TARTE DE FIGOS E RICOTTA

ingredientes

1 embalagem de massa quebrada fresca
6 a 8 figos pingo de mel maduros
1 embalagem de queijo ricotta
raspa da casca de 1 limão
sal e pimenta q.b.
folhas de hortelã para guarnecer
fatias finas de presunto para acompanhar, se deejarem


preparação

1. pré-aquecer o forno a 200ºC e untar uma tarteira rectangular de fundo amovível com manteiga
2. retirar a massa quebrada do frio e sobrepor à tarteira, cortando os cantos com uma faca
3. com o cabo de uma colher de pau enfarinhado, pressionar as bordas da tarteira, acentuando o seu feitio
4. picar a base com um garfo e amachucar uma folha de papel vegetal de cozinha do tamanho da tarteira, colocando-a por cima
5. cobrir com feijões secos (para criar peso e a massa não insuflar) e levar ao forno durante cerca de 15 minutos, ou até a massa estar dourada e cozida
6. retirar a tarte do forno, removendo também os feijões e o papel vegetal, e deixar arrefecer enquanto preparamos o recheio
7. colocar o queijo ricotta numa taça, temperar com um pouco de sal e pimenta e polvilhar com as raspas de limão, envolvendo bem todos os ingredientes com uma espátula
8. cobrir o fundo da tarte com o queijo, alisando a superfície
9. cortar os figos em quartos e cobrir o recheio
10. levar ao frio até 30 minutos antes de servir, salpicando a tarte com folhas de hortelã
11. acompanhar com fatias finas de presunto

Até breve!

26/08/2013

Curgetes Grelhadas com Queijo Feta

courgettes grelhadas
courgette grelhadas com queijo feta

Nos dias quentes e solarengos, os típicos acompanhamentos de arroz, massa ou batata são rapidamente substituídos por saladas frescas e coloridas repletas de legumes da estação.
Com os tomates maduros recriam-se entradas italianas, com os pepinos refrescam-se as saladas verdes e com as courgettes, que por aqui não param de chegar, experimentam-se novas combinações e paladares.

Na época dos churrascos por excelência, trago hoje uma sugestão deliciosa para acompanhar carnes acabadinhas de sair da grelha: umas rodelas de courgette, também elas grelhadas, com um toque de vinagre balsâmico e alho. E, para rematar, pedacinhos de queijo feta esfarelado. O Verão num prato! 


CURGETES GRELHADAS COM QUEIJO FETA

ingredientes (para 2 pessoas)

1 courgette média lavada e cortada em rodelas com cerca de 1 cm de espessura
sal e pimenta de moinho q.b.
3 c.sopa de azeite virgem extra de qualidade
2 c.sopa de vinagre balsâmico de Modena
1 c.chá de açúcar
1 dente de alho picado finamente
2 c.sopa de queijo feta (6 a 8 cubinhos)

preparação

1. aquecer o grelhador
2. preparar a vinagreta: colocar numa tacinha o azeite, o vinagre balsâmico e o açúcar e misturar muito bem; acrescentar o alho picado e reservar
3. salpicar as rodelas de courgette com um fio de azeite e temperar com um pouco de sal e pimenta (pouco sal, uma vez que o queijo feta é bem salgado)
4. quando a grelha estiver bem quente, colocar as courgettes e grelhar de ambos os lados
5. dispor as rodelas num prato e salpicar com a vinagreta
6. esfarelar por cima o queijo feta e servir

Até breve!

20/08/2013

Bolo de Maracujá Encharcado

bolo de maracujá

bolo húmido de maracujá

bolo de maracujá com calda de maracujá


Confesso que quando cheguei a casa de férias, a primeira vontade que tive foi de fazer um bolo. De sentir o conforto da comida caseira feita por mim. De avançar por todas as suas etapas. Untar uma forma e enfarinhar as mãos. Bater os ovos frescos e ver o seu volume duplicar numa mousse cremosa tão familiar. De ligar o forno e deixar-me inebriar pelos aromas libertados pelo bolo a cozer. De provar a primeira dentada e ouvir os comentários de quem também aguarda com saudade os sabores de casa. Com o calor ainda a fazer-se sentir, decidi fazer, pela primeira vez, um Bolo de Maracujá. Gosto imenso deste fruto exótico, cujos sabores são, no meu entender, uma das personificações do Verão.
A receita foi adaptada de um bolo de laranja da minha avó, que resultou lindamente, e passou para a minha lista dos bolos favoritos para esta estação. As fatias são fofas e húmidas, sentindo-se em cada garfada a doçura e a acidez tão bem equilibradas que o maracujá proporciona. Servido fresco, é difícil não voltar a repetir.


BOLO DE MARACUJÁ ENCHARCADO

ingredientes

4 ovos médios (gemas e claras em separado)
275g de açúcar
75g de margarina derretida
175g de farinha
2 c.sopa rasas de fermento em pó
150ml de polpa de maracujá (cerca de 1/2 lata - guardar a restante para a calda)
1 chávena de café de água (para a calda)


preparação

1. pré-aquecer o forno a 180ºC
2. untar uma forma redonda de buraco com manteiga e polvilhar com farinha
3. numa taça, bater as claras em castelo bem firme
4. à parte, bater as gemas com o açúcar até se obter um creme fofo e esbranquiçado
5. acrescentar a margarina derretida e continuar a bater
6. adicionar aos poucos a polpa, previamente passada por um passador de rede fina, e mexer bem, alternando com a farinha peneirada com o fermento
7. finamente, envolver cuidadosamente as claras em castelo à massa e verter para a forma, alisando a superfície
8. levar ao forno durante cerca de 40 minutos, ou até o bolo estar cozido (verificar com o teste do palito)
9. retirar o bolo do forno e deixar arrefecer na forma até esfriar
10. entretanto, deitar a restante polpa num tachinho e acrescentar 1 chávena de café de água
11. levar ao lume até levantar fervura e retirar do calor
12. desenformar o bolo para um prato de servir e picar a superfície com um garfo
13. derramar a calda em todo o bolo e levar umas horas ao frigorífico antes de servir

nota: guardar o bolo no frio para ficar sempre fresco; quem não gostar das sementes de maracujá, coar a calda antes de a derramar no bolo

Até breve!

19/08/2013

O Meu Esparguete de Verão

esparguete com camarão



Verão rima com férias, rima com mar.
Este ano, o vento que sopra de norte levou-nos a bom porto e atracámos na Península de Tróia por uns dias. Movidos pela curiosidade em conhecer a suas badaladas qualidades naturais, foi com grande expectativa que programámos a nossa estadia nestas praias de areia branca e águas calmas, apenas toldada por umas pequenas nuvens que não deixaram captar a beleza do local em todo o seu esplendor.
A cinco minutos de distância de qualquer lugar que o resort envolve, lá passámos as nossas horas em longos passeios pela areia molhada, entre a praia Tróia-Mar e a praia Bico da Lulas, onde as águas serenas nos acompanham e nos trazem o cheiro da serra ali tão perto. Os banhos de sol também foram muitos, relaxantes e proporcionadores da leitura, que fica sempre em atraso durante o ano que passa a voar.
Entre a Rua do Rosmaninho e o Caminho do Alecrim, passando pelo Beco das Camarinhas, respira-se a natureza das paisagens verdes que rodeiam todo o espaço. Entre os pinheiros mansos, há patos soltos em busca de alimento, passadiços envoltos em dunas, grilos que se ouvem a cantar onde o ruído dos turistas se deixa de sentir. No lado oposto, na marina, a vida é bem mais cosmopolita, com bares e restaurantes cheios de gente em busca de petiscos frescos com sabor a maresia. Há música e teatro ao vivo, para entreter os mais pequenos e despertar nostalgias nos mais crescidos. Mas não só. Há uma aventura que ninguém pode perder: afinal, também viemos a Tróia com o propósito de ver a comunidade de golfinhos do Estuário do Sado, que nos presenteou com um espectáculo inesquecível.

Em tempo de férias junto ao mar, as refeições são sempre frescas e demoram poucos minutos a preparar. E este é o meu esparguete express, ideal para os almoços após uma manhã de praia. É simples, é rápido, é colorido e consensual. Não há como não gostar!

ESPARGUETE COM CAMARÃO PICANTE AO ALHO

ingredientes (para 4 pessoas)

400g de esparguete
2 embalagens de miolo de camarão gigante congelado pré-cozinhado
sal q.b.
1 c.chá de piripiri em pó ou tabasco
2 c.sopa de margarina (ou azeite, se preferirem)
4 dentes de alho picados
4 malaguetas laminadas
sumo de 1/2 limão
1 cálice de whisky
3 c.sopa de salsa picada + um pouco para guarnecer
pimenta preta de moinho q.b.

preparação

1. cozer o esparguete em água a ferver em cachão, temperada com  sal, durante o tempo de cozedura indicado na embalagem
2. entretanto, escaldar o miolo de camarão em água a ferver temperada com  sal e piripiri (ou tabasco) durante 3 minutos; escorrer a água e reservar
3. à parte, derreter a margarina numa wok ou frigideira anti-aderente
4. acrescentar os alhos picados e as malaguetas´(reservar algumas para guarnecer) e deixar suar um pouco, sem queimar
5. acrescentar o miolo de camarão escorrido e deixar suar mais um pouco
6. regar com o sumo de limão e o whisky e deixar evaporar
7. salpicar com a salsa picada e retirar do calor
8. escorrer o esparguete e acrescentar à wok
9. envolver todos os ingredientes e colocar numa travessa
10. salpicar com as restantes malaguetas e salsa picada, acrescentar uns gomos de limão e servir
11. acompanhar com uma salada verde

Até breve!

12/08/2013

Refresco de Melão com Ginger Ale

sumo de melão

refresco de melão

Olá queridos amigos e amigas da blogosfera!!
As férias estão precisamente a metade do caminho e hoje foi dia de regressar a casa antes de partir novamente em busca de mais memórias doces em família.
Os dias estão quentes, solarengos e as noites tropicais, sem brisa para refrear o calor... Nas praias há um mar de gente alegre e descontraída, os jardins enchem-se de namoros incendiados e nas casas as janelas estão abertas, por onde a alegria entra e sai com os sorrisos e as gargalhadas das famílias que se voltam a encontrar.

É mesmo uma estação vibrante o Verão... é um estado de alma que se eleva e nos faz olhar para o copo meio cheio e não para o lado oposto do prisma. É contagiante a alegria, os sorrisos e a boa disposição. À mesa querem-se os amigos, os pais, os avós e os tios e os primos que se cruzam de lés a lés. Convida-se também a cor, a frescura e a simplicidade numa salada de sabores que se guardam nas fotografias e nos vídeos que guardamos como tesouros.
Brinda-se à vida e às memórias que se constroem nos pequenos momentos, entre uma garfada de felicidade e um trago de saudade...

Nesta semana que se avizinha quente, o tempo é todo ele dedicado à família.
Do livro de receitas da madrinha retirei hoje este delicioso Refresco de Melão com Ginger Ale, que sabe a férias já vividas e outras ainda por saborear!
Prometo voltar!


REFRESCO DE MELÃO COM GINGER ALE

ingredientes

500g de melão fresco
1 punhado de folhas de hortelã lavadas
2 dl de ginger ale fresco
gelo q.b.


preparação

1. cortar o melão em cubos e colocar num liquidificador
2. acrescentar as folhas de hortelã e o ginger ale e triturar muito bem
3. colocar o preparado num jarro e acrescentar cubos de gelo a gosto
4. servir bem fresco

Até breve!

29/07/2013

Tarte Gelada de Lima e Maracujá

tarte de lima e maracujá

tarte gelada de lima e maracujá

tarte gelada de lima e maracujá

Notícia de última hora: a cozinha do Fabrico Caseiro vai encerrar por uns dias, para umas merecidas férias algures neste lindo Portugal de todos nós.
As malas já estão prontas, o roteiro já está completo e só falta mesmo arrancar em busca do descanso e tranquilidade que todos merecemos de vez em quando.
Todos os anos, os diferentes percursos à descoberta das maravilhas naturais e monumentais do nosso país têm-nos levado a derradeiros momentos de encantamento e felicidade, que só a riqueza partilhada pelas nossas gentes nos pode proporcionar.
Pela beleza e cuidado das suas paisagens naturais e urbanas. Pela história cultural encerrada no seu património material. Pela diversidade da gastronomia regional e local sem paralelo. Sem esquecer a simpatia e hospitalidade tão própria da nossa alma lusitana.
É bom sair e descobrir novos mundos, mas também é bom ficar e aprender mais sobre nós, num cenário povoado de paz, boa vontade e sorrisos catapultado pelo desejo de uns dias longe da rotina de todos os dias...No regresso a casa, espero trazer na bagagem novas e felizes memórias, e uma dose elevada de inspiração para ideias frescas na cozinha que, por agora, vos deixa com uma delícia de última hora bem rápida de preparar e que promete derreter corações nos convívios de Verão com a família e os amigos!
Boas férias! Bom descanso! Prometo regressar em breve!


TARTE GELADA DE LIMA E MARACUJÁ
(receita ligeiramente adaptada do livro 200 Receitas - Sobremesas Deliciosas, de Sara Lewis)

ingredientes

 250g de bolachas digestivas
100g de manteiga sem sal (importante! tem mesmo de ser sem sal, pois as bolachas já levam sal e a base ficaria salgada com o acréscimo deste na manteiga)
2 pacotes de natas frescas para bater
1 lata de leite condensado light
3 limas (raspa e sumo)
3 maracujás para decorar

preparação

1. colocar as bolachas num saco de plástico lavado e fechado e, com o rolo da massa, dar ligeiras pancadas até as bolachas ficarem esmigalhadas
2. entretanto, derreter a manteiga ao lume e juntar às bolachas numa taça, misturando bem com uma colher de pau até a mistura se assemelhar a areia molhada
3. colocar este preparado numa base redonda de mola (fundo amovível) untada com manteiga e pressionar bem com as mãos até a base ficar lisa e compacta
4. levar a base ao frigorífico enquanto se prepara o recheio
5. numa taça, bater as natas até ficarem bem firmes
6. acrescentar as raspas da casca de lima e o leite condensado, envolvendo suavemente com uma espátula
7. em seguida, rolar as limas na bancada da cozinha com a ajuda da palma da mão (ajuda a libertar o sumo) e cortar em metades, extraindo o sumo
8. acrescentar gradualmente o sumo de lima ao preparado e envolver bem
9. retirar a base do frio e cobrir com o recheio, alisando bem a superfície
10. cobrir com película aderente e levar ao congelador no mínimo durante 5 horas, ou, de preferência, de um dia para o outro
11. quinze minutos antes de servir, retirar a tarte do congelador e, com uma espátula de inox previamente mergulhada em água quente, soltar a tarte do aro, removendo-o em seguida
12. cortar os maracujás ao meio e, com a ajuda de uma colher, retirar as sementes, espalhando-as em cima da tarte
13. mergulhar novamente a espátula de inox em água quente antes de cortar a tarte em fatias


nota: os maracujás podem ser substituídos por outra fruta, como morangos fatiados, framboesas ou mirtilos ou por raspas de lima ou de chocolate

22/07/2013

Bolo Chiffon de Limão e Sementes de Papoila

bolo chiffon

Aproveitando as últimas caixas de bagas vindas da Feira mais antioxidante do País, saiu do forno para oferecer um Bolo Chiffon de Limão...
Não houve tempo para grandes fotografias, que o Bolo desapareceu da minha cozinha num ápice, mas posso acrescentar que as fatias, essas, eram bem altas e fofas, como qualquer Chiffon que se digne deve ser!
As sementes de papoila deram mais textura e as bagas vermelhas ainda mais frescura...
Ah!! e ainda levou uma calda de limão e gengibre para uma dose extra a combinar com a estação!
Baking for Summmer!!!!


BOLO CHIFFON DE LIMÃO E SEMENTES DE PAPOILA

ingredientes para o bolo

8 ovos (gemas e claras em separado)
60ml de óleo de girassol
raspa de 2 limões
100ml de sumo de limão
275g de açúcar
225g de farinha
2 c.sopa de farinha Maizena (amido de milho)
2 c.sopa de fermento em pó
3 c.sopa de sementes de papoila

ingredientes para a calda

4dl de água
150g de açúcar
raspa da casca de 1 limão
1 cm de gengibre ralado

para guarnecer

50g de framboesas
50g de mirtilos
50g de groselhas

preparação

1. pré-aquecer o forno a 190ºC
2. untar uma forma redonda com buraco com manteiga e polvilhar com farinha em seguida
3. numa taça, bater as claras em castelo bem firme
4. à parte, bater as gemas com a raspa, o sumo de limão e o óleo
5. acrescentar o açúcar e bater bem
6. peneirar a farinha com a maizena e o fermento em pó e bater mais um pouco, até a massa formar pequenas bolhas de ar
7. acrescentar 1/4 das claras em castelo e as sementes de papoila e envolver bem
8. envolver cuidadosamente as restantes claras, com movimentos suaves de baixo para cima, para dar mais leveza à massa
9. verter a massa na forma, alisar a superfície e levar ao forno até o bolo estar cozido, o que demora cerca de 45 a 55 minutos (verificar com o este do palito)
10. retirar do calor e deixar arrefecer um pouco na forma antes de desenformar
11. entretanto, preparar a calda de limão e gengibre: levar ao lume num tachinho todos os ingredientes, mexendo um pouco até o açúcar se dissolver
12. quando levantar fervura, contar 5 minutos e retirar do calor, deixando arrefecer um pouco
13. coar a calda por um passador de rede e verter por cima do bolo, picando um pouco a sua superfície com um garfo para a calda ser melhor absorvida
14. decorar com as bagas vermelhas e servir, de preferência fresco (bastam umas horas no frigorífico)

Até breve!

16/07/2013

Compota de Melancia e Laranja

compota de melancia

doce de melancia

compotas alentejo

doce de laranja e melancia
doce de melancia

De passagem por Monsaraz, no final das férias de Verão do ano passado, decidi trazer para casa algumas compotas da região.Logo à entrada da muralha, uma senhora inglesa, que decidiu passar a sua reforma no soalheiro Portugal, vende diversos produtos artesanais, entre os quais deliciosas compotas com os frutos mais típicos do Alentejo.
Saltou-me logo à vista a cor vibrante de uma compota de Melancia, que achei muito curiosa, uma vez que a melancia não é, na teoria, um fruto apropriado para doces ou compotas, devido à elevada percentagem de água que contém. Fiquei em pulgas até chegar à minha doce Aveiro para a provar e apenas posso dizer que a espera valeu a pena.
A compota era simplesmente divinal... parecia mel, não fossem os pedacinhos de melancia denunciar o seu ingrediente especial...
Pouco tempo passou até decidir ir para a cozinha tentar reinventar o doce... e posso garantir que a minha versão ficou igualmente deliciosa.
O único ponto negativo que posso admitir é que a sua confecção demora mais tempo do que a maioria das compotas caseiras, pois a quantidade de água é muito superior em relação a outros frutos e tem de reduzir bastante até ficar no ponto. Tirando este pequenino pormenor, é uma compota diferente e muito muito saborosa. E as zestes de laranja combinam lindamente, acrescentando ainda mais frescura a este Verão num frasco...
Alguém se atreve a experimentar?!


COMPOTA DE MELANCIA E LARANJA


ingredientes (para cerca de 2 frasquinhos)

1 kg de melancia cortada em pedacinhos e sem sementes
800g de açúcar
zestes ou raspas de 1 laranja
1 pau de canela

preparação

1. colocar numa taça a melancia cortada em pedacinhos com o açúcar e deixar macerar algumas horas, cobrindo a taça com um pano (quem quiser, pode deixar de um dia para o outro)
2. levar o preparado num tacho de fundo largo ao lume, juntamente com as zestes de laranja e o pau de canela
3. mexer até o açúcar se dissolver e, quando levantar fervura, deixar cozinhar até o doce engrossar (cerca de 45 minutos a 1 hora) e atingir o ponto
4. colocar o doce em frasquinhos previamente esterilizados e guardar em local fresco e seco durante cerca de 6 meses

Até breve!