25/11/2015

Bolo de Abóbora com Swirl de Canela

bolo de abóbora

bolo de abóbora

bolo de abóbora

E depois das castanhas vêm as abóboras morar na minha cozinha. De vários tamanhos e cores, elas são protagonistas da estação. A menina, a butternut, a de gila, a porqueira, a linda hokkaido, entre tantas outras. Todas com usos e propósitos diferentes.
 
Gosto de usar a menina para fazer compotas com laranja e nozes e oferecer pelo Natal (barrada numa tosta com requeijão faz as minhas delícias!). A delicada butternut para assar e reduzir em puré, que uso para fazer sopas deliciosas, risottos  e massas de pães. A de gila fica para a minha sogra preparar os fritos tradicionais que nunca faltam na nossa Consoada e a maravilhosa hokkaido para juntar a assados, galette de vegetais ou numa deliciosa bruschetta com espinafres e ricotta. 
 
Refeições ricas e reconfortantes que o frio nos convida a saborear. Pincelar a mesa com os tons quentes dos legumes que fazem a época. Partilhar o calor de um prato a fumegar e da união da família e da amizade. E, claro, sempre com um lugar especial para um bolinho caseiro, que se saboreia ainda morno entre sorrisos e os travos ruidosos de uma chávena de chá.
Até breve!

bolo de abóbora

bolo de abóbora

BOLO DE ABÓBORA COM SWIRL DE CANELA

Ingredientes

4 ovos médios, de preferência caseiros ou biológicos
150 g de açúcar mascavado
85 ml de óleo de girassol
raspa de 1 laranja pequena
250g de puré de abóbora assada (ou cozida), preferencialmente butternut ou menina - cerca de 1 chávena
1 iogurte grego natural
350g de farinha de espelta branca (ou de trigo)
1 c.chá de canela em pó
2 c.chá bem cheias de fermento em pó
1 pitada de sal

Para o Swirl de Canela

2 c.sopa de canela em pó
1 c.sopa de açúcar mascavado


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Untar uma forma redonda com buraco com manteiga e polvilhar com farinha.
Numa tigelinha, misturar a canela e o açúcar mascavado para o swirl. Reservar.
Numa taça, bater os ovos com o açúcar durante 5 minutos. Juntar o óleo de girassol e as raspas de laranja e bater mais um pouco até uniformizar. Acrescentar o puré de abóbora e o iogurte grego e incorporar bem. Finalmente, peneirar a farinha juntamente com o fermento, o sal e a canela em pó e bater até todos os ingredientes estarem bem ligados.
Deitar 1/3 da massa na forma e salpicar toda a superfície com a mistura do swirl. Cobrir com mais 1/3 da massa e voltar a polvilhar com a canela e o açúcar mascavado. Deitar a última camada de massa e salpicar toda a superfície com a restante mistura do swirl.
Levar ao forno durante 45 a 50 minutos, ou até o bolo estar cozido (verificar com o teste do palito). Retirar do calor e deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
Saborear morno ou frio.

18/11/2015

Broinhas de Castanha

broinhas

broinhas

broas de castanhas

O verão de S. Martinho este ano prolongou-se para lá do expectável. E que bem que nos soube!
Sentir novamente o calor no rosto. O sol a cegar-nos o olhar. E apreciar as cores quentes da estação sem o cinzento a rematar.
 
No domingo soalheiro que antecedeu o S. Martinho, algures numa alameda em S. Pedro do Sul, gravei na memória a imagem perfeita do outono.
Era uma simples fileira de árvores, todas elas a formarem um deslumbrante degradé de verdes, amarelos e vermelhos. Parecia pura magia, como se alguém tivesse ido de noite pintar todas as pequenas folhas que compunham cada uma dessas árvores. Do verde mais escuro, ainda vivaço, até ao vermelho mais intenso, quase negro. E pelo meio, um desdobrar de verdes e amarelos desmaiados, até ao laranja já acastanhado. Lindo mesmo. Quase cinematográfico. Como o outono é sempre.
 
Nesse dia viemos todos contentes para casa com quilos e quilos de castanhas acabadas de apanhar. Festejámos o S. Martinho com um punhado delas assadas e outras tantas ficaram para noites mais frias.
Entretanto, cozi algumas que ficaram para a receita destas broinhas pouco doces, mas perfeitas para saborear ao lanche ainda com o sol na nossa companhia.
Até breve!

broas

BROINHAS DE CASTANHA
(receita adaptada da revista Bimby Nov. 2015)
 
 
Ingredientes (cerca de 12 a 15 unidades)
 
500g de castanhas com casca golpeadas
sal grosso
água q.b.
 
50 ml de óleo de girassol
2 ovos médios
125g de açúcar mascavado (não cortem mais, que eu já reduzi da receita original)
200g de farinha de espelta branca (ou de trigo)
1 c.chá bem cheia de fermento em pó
1 c.chá de canela em pó
(quem gostar, pode também acrescentar 1/2 c.chá de erva-doce em pó)
1 ovo batido para pincelar
 
 
Preparação
 
Colocar as castanhas golpeadas num tachinho e cobrir com água. Temperar com sal e deixar ferver 20 a 25 minutos, ou até as castanhas estarem cozidas e macias. Escorrer a água, deixar arrefecer um pouco e descascar as castanhas. Colocar num processador de alimentos e triturar até ficarem em farinha grossa.
Numa taça, bater bem com uma vara de arames o óleo com os ovos e o açúcar. Juntar a farinha, o fermento e a canela em pó e misturar bem. Por fim, envolver a "farinha de castanha". Se acharem a massa muito mole, juntem um pouco mais de farinha.
Com as mãos enfarinhadas, moldar bolinhas de massa, dando-lhes depois a forma de broa (tipo formato pastel de bacalhau). Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, com uma distâncias de 2 dedos entre cada broinha.
Pincelar cada uma com o ovo batido e, com um palito, desenhar as nervuras de uma folha (ou simplesmente um traço vertical, sem carregar demasiado.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180 ºC, durante 30 a 35 minutos, ou até as broinhas estarem cozidas e douradinhas. Retirar do calor e deixar arrefecer numa rede.
Saborear as broinhas mornas, com uma chávena de chá. As que sobrarem, guardar numa caixa hermética até 4 a 5 dias.

12/11/2015

Muffins de Banana e Manteiga de Amendoim

muffins de manteiga de amendoim

muffins de banana

Dos alimentos que nunca faltam no meu congelador são fatias de pão caseiro, bolinhos e muffins. Sem esquecer molho de tomate caseiro, para preparar rapidamente a lasanha de atum que tanto sucesso faz cá em casa (ou uma pizza caseira com massa de pão fresca comprada a caminho de casa).
Gosto imenso de fazer fornadas de pães, rolinhos de canela absolutamente deliciosos e muffins saudáveis para depois congelar. Assim, tenho-os sempre à mão para completar as marmitas da escola e do trabalho, ou para pequenos-almoços sem tempo e passeios de última hora. Basta tirá-los na noite anterior (ou até algumas horas antes) e temos num instante um lanche apetitoso sem gastos extras ou outras opções menos saudáveis.

Estes muffins de banana e manteiga de amendoim (casamento perfeito estes dois sabores!), embora um bocadinho mais gulosos, passaram a ser um dos favoritos cá de casa, sobretudo quando tenho bananas bem madurinhas na fruteira.
Bem, acho que vou num instante roubar um e já volto, sim?!
Até breve!
 
muffins de banana

MUFFINS DE BANANA E MANTEIGA DE AMENDOIM
(receita adaptada do livro "Cake", da Rachel Allen)

Ingredientes (para cerca de 12 unidades)

2 bananas bem maduras, esmagadas com um garfo
65g de margarina vegetal amolecida (usei Vaqueiro)
125 de manteiga de amendoim crocante (com pedacinhos de amendoim)
4 ovos médios
150g de açúcar amarelo ou mascavado
125g de farinha de trigo integral
125 de farinha de trigo branca
1 c.sopa rasa de fermento em pó
1 pitada de sal fino
1 banana pequena para decorar, cortada em rodelas
 
Preparação

Pré-aquecer o forno a 180 ºC e colocar forminhas de papel em 12 formas de muffins.
Numa taça, bater ligeiramente a manteiga amolecida. Juntar a manteiga de amendoim, o açúcar e as bananas esmagadas e bater até a massa ficar fofa.
À parte, bater ligeiramente os ovos com uma vara de arames e juntar à massa, continuando a bater até incorporar bem. Peneirar as farinhas com o fermento para a massa e envolver sem bater demasiado (o suficiente para a massa ficar homogénea). Finalmente, juntar a pitada de sal e os grãos de farinha integrais que ficaram na peneira.
Dividir a massa pela forminhas, enchendo-as até 3/4 da sua altura, com a ajuda de uma colher de pau. Colocar em cada forminha uma rodela de banana, ao centro, e levar ao forno até os muffins estarem cozidos e dourados (cerca de 25 a 30 minutos - verificar com o teste do palito).
Retirar do forno e deixar os muffins arrefecerem numa rede metálica. Saboreá-los mornos e guardar os que sobrarem (já completamente frios) numa caixa hermética no congelador para o pequeno-almoço ou para as marmitas dos dias seguintes (tiro os meus do congelador à noite, antes de me ir deitar, e de manhã estão prontos a comer).

05/11/2015

Papas de Aveia no Forno

porridge no forno com mirtilos

papas de aveia no forno

E eis que novembro chegou, embalado pelo som da chuva que cai sem parar.
É tempo de ficar em casa, calçar as meias e aconchegar as camas. Já há mantinhas nos sofás e pijamas quentinhos para vestir e as refeições saboreiam-se do forno que já se quer sempre ligado. Assam-se maçãs com canela enquanto esperamos pelas castanhas que vamos buscar no fim de semana. Fazemos pão e bolachinhas para a escola. E enquanto um peixe assado com legumes da época nos espera para o jantar, preparamos as granolas que nunca faltam no pequeno-almoço.
 
Hoje trago uma receita muito simples e que é perfeita para esta altura no ano, em que queremos saborear tudo quentinho. Mesmo o pequeno-almoço. São uma papas de aveia que, ao invés de serem feitas tradicionalmente ao lume (e que continuam a ser as minhas favoritas), são feitas no forno e ficam muito parecidas com um bolinho, mas sem farinha. Podem levar quase todo o tipo de fruta a acompanhar, bem somo sementes e frutos secos, e são deliciosas acompanhadas com iogurte e fruta fresca regada com mel.
Nestas primeiras que fiz, usei mirtilos que tinha congelado do verão, mas já testei novamente a receita com cubinhos de maçã e nozes e ficaram igualmente saborosas.
Não digam a ninguém, mas também gosto de comer estas papinhas como sobremesa ;)
Até breve!

porridge no forno com mirtilos

PAPAS DE AVEIA NO FORNO COM MIRTILOS
(uma receita adaptada daqui)
 
 
Ingredientes (para um tabuleiro retangular médio)
 
2 chávenas de flocos de aveia integrais
1 c.sobremesa de fermento em pó
1 c.chá de canela em pó
1 pitada de sal
2 chávena de leite de aveia
1/4 chávena de mel ou maple syrup
1 ovo médio, de preferência caseiro ou biológico
1 chávena de mirtilos frescos ou congelados (ou outra fruta do vosso agrado, como maçãs, peras, bananas ou framboesas)
1 punhado de frutos secos cortados grosseiramente, opcional
 
 
Preparação
 
Pré-aquecer o forno a 180 ºC e untar uma assadeira com óleo de coco.
Numa taça grande, misturar os flocos de aveia com o fermento, a canela e o sal. Noutra taça, misturar bem com uma vara de arames o leite  com o mel e o ovo. Adicionar esta mistura à taça dos ingredientes secos e envolver bem, juntamente com metade dos mirtilos (e metade dos frutos secos, se desejarem).
Verter tudo para a assadeira e salpicar a superfície com os restantes mirtilos (e metade dos frutos secos, se desejarem).  Levar ao forno durante 25 a 30 minutos ou até a mistura estar consistente.
Servir morno ou frio com iogurte natural e mais fruta, se preferirem.
 
Notas: estas papas assemelham-se muito a um bolo. Além de as saborear ao pequeno-almoço ou lanche, com um pouco de iogurte, frutos e mel, também gosto de cortar fatias e levá-las comigo na marmita. Aguentam-se bem 2 a 3 dias na assadeira, bem selada com película aderente ou papel de alumínio. Caso seja apenas uma pessoa a consumir, aconselho a fazerem apenas meia receita.
 

29/10/2015

Crumble de Marmelos

 
 
Uma semana inteira com a chuva a cair quase sem parar dá-nos conta que finalmente o Outono veio para ficar. Como os dias curtos, que me custam tanto a habituar.
 
Gosto das cores quentes e escuras da estação. Dos sabores, do conforto da comida do forno e das panelas. Gosto de pisar as folhas secas que cobrem os passeios e as estradas como tapetes mágicos sempre a esvoaçar. Mas não consigo gostar dos dias curtos. Isso não. Fico com a sensação que ficou sempre tanto por fazer, por aproveitar. Procuro inevitavelmente o conforto da casa, das luzes acesas em cada candeeiro, do barulho que uma cozinha faz quando alguém gosta de lá estar.
 
Liga-se o forno. Cortam-se fatias da fruta da época e sentimos logo uma sensação boa. E enquanto ouvimos a chuva a cair lá fora, saboreamos a estação da forma mais simples. Para mim, será sempre a mais deliciosa.
Até breve!
 
 
 
CRUMBLE DE MARMELOS
 
 
Ingredientes
 
4 a 5 marmelos, bem lavados, descascados e cortados em gomos finos
sumo de 1 limão pequeno (raspar primeiro a casca que vamos usá-la no crumble)
3 c.sopa de açúcar de cana integral (ou mascavado)
 
 
Para o Crumble
 
125g de flocos de aveia integrais
75g de amêndoa palitada
2 c.sopa de açúcar de cana integral (ou mascavado)
1 c.chá de canela em pó
raspa da casca de 1 limão
60g de manteiga fria, em cubos
 
 
Preparação
 
Pré-aquecer o forno a 180 ºC.
Numa assadeira, colocar os gomos de marmelos com o sumo de limão e o açúcar. Envolver bem e tapar com papel de alumínio. Levar ao forno durante 15 minutos.
Entretanto, preparar o crumble. Numa taça, misturar os flocos de aveia com a amêndoa, o açúcar, a canela e as raspa de limão. Juntar os cubos de manteiga frios e trabalhar a mistura com as pontas dos dedos, "esfregando" a manteiga nos restantes ingredientes até ficar tudo bem incorporado. Reservar o crumble no frigorífico até passarem os 15 minutos.
Retirar o tabuleiro com a fruta do forno, destapar e cobrir toda a superfície com o crumble. Voltar a colocar no forno até o crumble ficar bem dourado e crocante (cerca de 30 minutos). Servir morno, simples, ou com uma bola de gelado de baunilha.

22/10/2015

Bolinhos de Grão e Abóbora com Esparguete de Curgete

esparguete de curgete

O verão ainda passeia alegremente na minha mesa, que continua colorida, leve e fresca.
Nesta transição das estações, com o tempo a oscilar em alguns dias de vento e chuva e outros cheios de sol e algum calor, as refeições cá em casa balanceiam suavemente entre os sabores do final do verão e os do começo do outono, numa paleta alegre de cores e sabores. Já se assaram maçãs e castanhas pela noitinha, já se fez marmelada caseira, já se saborearam as primeiras e doces romãs. Mas ainda se mantêm as saladas frescas, os pratos leves e salpicam-se as tacinhas do pequeno-almoço com as últimas bagas silvestres que congelei no pico do verão.
 
Continuando num virar de página cada vez mais saudável e natural (ainda assim, guloso quanto baste nos dias em que a gula fala mais alto), tenho experimentado nos últimos tempos a introdução de mais refeições vegetarianas/vegan na nossa alimentação, sobretudo na minha em particular, que aceito melhor os paladares e a falta das proteínas animais (os meus rapazes precisam de ver carne ou peixe na mesa, valha-nos a teimosia). E que descobertas deliciosas tenho feito! Tantos sabores, tantas cores! Tanta simplicidade e honestidade.
 
Ao contrário do que possam pensar, a ver pelas receitas quase sempre doces que publico aqui no blog, no meu dia a dia experimento imensas receitas salgadas para as refeições principais e pães caseiros para os pequenos-almoços e os lanches. Simplesmente não arranjo tempo ou as condições ideais para as fotografar e acabo por as anotar num caderno que anda sempre comigo.
Estas bolinhas de grão-de-bico e abóbora são um exemplo das mais recentes experiências vegetarianas na cozinha que correram muito bem e não podia deixar de partilhar a receita. Além de super saborosas e nutritivas, são muito simples de preparar e guardar para outras refeições. Ficam bem a acompanhar um "esparguete" cru de curgete, que se faz em segundos, num almoço rápido ou num jantar leve.
Até breve!

esparguete de curgete
 
BOLINHOS DE GRÃO-DE-BICO E ABÓBORA
 
Ingredientes (para 8 a 10 bolinhos)
 
1 chávena bem cheia de grão-de-bico cozinhado
1/2 chávena de puré de abóbora menina cozinhada (cozida, cozinhada a vapor ou assada *, como foi o meu caso) - cerca de uma metade de abóbora crua
1 cebola roxa pequena
1 c.sopa de sementes de linhaça
1 c.chá de pimentão doce em pó ou em pasta
1 fio de azeite virgem extra
sal e pimenta q.b.
1 punhado de coentros frescos
 
sementes de sésamo para salpicar q.b.
 
 
Preparação
 
Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos e pulsar até ficarem triturados e formarem uma pasta (não triturar em demasia, para se sentirem algumas texturas).
Moldar bolinhas e salpica-las com as sementes de sésamo.
Levar a assar num tabuleiro forrado com papel vegetal, num forno pré-aquecido a 200 ºC, durante 20 a 25 minutos, ou até os bolinhos ficarem com uma cor dourada e secos ao toque. Retirar do calor e servir.
 
Notas: os bolinhos que sobrarem podem ser congelados para uma próxima refeição, já assados ou ainda em cru.
Quem não quiser ligar o forno propositadamente para estes bolinhos, basta achatarem as bolinhas e moldarem hambúrgueres, cozinhando-os alguns minutos de ambos os lados numa frigideira antiaderente com um fio de azeite, se for necessário.
 
* podem fazer o puré de abóbora de três formas diferentes:
a) cozerem a vapor numa panela especial para o efeito, cortando a abóbora em pequenos pedaços, sem cascas, temperada apenas com um pouco de sal;
b) cozerem a abóbora (cortada em pedaços, sem a casca) em água temperada com um pouco de sal, o suficiente para cobrir todos os pedaços, até estes amolecerem;
c) assada, colocando a metade da abóbora menina sem sementes num tabuleiro, salpicada com um pouco de sal, num forno pré-aquecido a 200 ºC, até ficar bem mole e dourada, com a pele a sair facilmente. Normalmente aproveito quando tenho o forno ligado para colocar abóboras, batatas-doces e outros legumes a assar, que depois uso em pães, bolos, purés e saladas.
Em cada um dos casos, triturar em seguida a abóbora, até se obter um puré macio. Este puré pode ser guardado no frigorífico até 5 dias, ou congelado.
 

ESPARGUETE DE CURGETE COM TOMATINHOS E VINAGRETE DE MOSTARDA
 
Ingredientes
 
1 curgete
1 chávena de tomatinhos rama ou cereja
folhas de manjericão q.b.
 
Para o Vinagrete de Mostarda
 
3 c.sopa de azeite virgem extra
1 a 2 c.sopa de sumo de limão
1 c.chá de mostarda ou mostarda de Dijon
sal e pimenta q.b.
 
 
Preparação
 
Lavar muito bem a curgete. Com um descascador próprio (que tem uma serrilha em vez de uma lâmina lisa)/mandolina, ralar a curgete em esparguete, no sentido longitudinal. Colocar numa travessa.
Lavar bem os tomatinhos e cortá-los em quartos. Juntar à curgete.
Num frasquinho de vidro, juntar o azeite, o sumo de limão, a mostarda, uma pitada de sal e pimenta. Fechar o frasco e agitar bem até todos os ingredientes estarem bem incorporados. Verter sobre a salada e envolver suavemente com as pontas dos dedos.
Salpicar com as folhas de manjericão e servir.

Nota: encontram facilmente o descascador de serrilha num hipermercado ou casa de utilidades. Não precisam de aparelhos especiais nem caros para o efeito.

16/10/2015

Pão e Manteiga Saudáveis - World Bread Day

manteiga de amêndoa

manteiga de amêndoa e canela

No dia 16 de outubro celebra-se, todos os anos, duas datas especiais - o Dia Mundial do Pão e o Dia Mundial da Alimentação.
Faz sentido que sejam celebradas juntas, uma vez que o pão é dos alimentos mais ancestrais e mais presentes na alimentação de todos os povos, de todos os continentes. Não há cultura nem gastronomia que não possua uma receita de pão singular, passada de geração em geração ao longo dos tempos. E não conheço ninguém que não goste de pão. Eu cá adoro pão. Qualquer pão que seja. E se estiver acabadinho de sair do forno então não resisto mesmo.
Há pães para todos os gostos e de todos os feitios. Tantos sabores. Tantas texturas.
Acredito que deve ser possível saborear um pão diferente em cada dia de um ano. Viajar pelo mundo sentada à mesa com um simples pão. E hoje, em jeito de celebração, não podia faltar aqui no blog uma receita de pão. Saudável e nutritivo. Carregado de coisas boas para nós. Simples. Sem amassar. E uma manteiga de amêndoa e canela para acompanhar. Uma estreia deliciosa no mundo das manteigas vegetais verdadeiramente naturais. Sim, porque as leituras e as pesquisas andam muito saudáveis e inspiradoras por aqui e cada vez tenho mais curiosidade e gosto em aprender sobre as práticas e as escolhas de uma alimentação saudável e, acima de tudo, natural.
Não deixem de experimentar. Até breve!

manteiga de amendoa

pão de cereais

pão de cereais

PÃO SAUDÁVEL DE ESPELTA E SEMENTES
(receita adaptada do delicioso blog The Pastry Affair)
  
Ingredientes

250 g de farinha de espelta
250g de farinha de trigo integral
1 c.sopa rasa de fermento em pó
1 c.chá de bicarbonato de sódio
1 c.chá rasa de sal fino
80g de sementes de girassol
35g de sementes de sésamo
35g de sementes de linhaça
2 ovos médios
3 c.sopa de mel
3 c.sopa de óleo de coco, derretido (podem substituir por óleo de amendoim ou de girassol)
350 ml de leite meio gordo (podem usar leite vegetal, de amêndoa, por exemplo)
  
Preparação

Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Untar uma forma de bolo inglês e forrar com papel vegetal, também untado.
Numa frigideira grande antiaderente, tostar ligeiramente as sementes (quando começarem a dar estalidos retirar do calor).
Numa taça grande, misturar as farinhas com o fermento, o bicarbonato de sódio e o sal. Juntar 3/4 das sementes e misturar.
À parte, misturar com uma vara de arames os ovos com o leite e o óleo de coco. Deitar esta mistura na taça dos ingredientes secos e misturar o suficiente para a massa ficar homogénea.
Verter a massa para a forma e salpicar toda a superfície com as restantes sementes. Levar ao forno durante 40 a 45 minutos (verificar com o teste do palito). Retirar do calor e deixar arrefecer numa rede metálica antes de desenformar. Cortar às fatias e barrar com a manteiga de amêndoa e canela.
Nota: este pão aguenta bem 3 dias, embrulhado em papel de alumínio. Fica ótimo nos dias seguintes torrado. Em alternativa, também podem congelar, fatiado.
  

MANTEIGA DE AMÊNDOA E CANELA
(receita orientada e inspirada pelo lindo e delicioso livro "Natural", da Miss Vite)
  
Ingredientes

200g de amêndoas (com ou sem pele)
1 c.café de sal grosso marinho
1 c.sopa de mel ou 2 c.sopa de geleia de arroz
1 c.sobremesa de canela em pó
  
Preparação

Ligar o forno à temperatura de 180 ºC e colocar as amêndoas num tabuleiro, sem estarem sobrepostas. Levar ao forno por 15 minutos, ou até as amêndoas ficarem bem tostadas, mas cuidado para não queimarem. Retirar do calor e deixar arrefecer.
Colocar as amêndoas num processador de alimentos potente e juntar o sal grosso. Pulsar até as amêndoas ficarem em farinha. Continuar a pulsar até que os óleos da farinha se comecem a libertar e a formar uma pasta. Parar para raspar os lados da taça e continuar a pulsar até se obter um creme macio (dependendo da potência do processador, esta fase pode demorar alguns minutos, por isso, não vale desistir).
Retirar a manteiga de amêndoa para uma taça e juntar o mel e a canela em pó, incorporando bem com a ajuda de uma colher ou espátula. Guardar num frasco de vidro esterilizado no frigorífico entre 3 a 6 meses).

08/10/2015

Bolo de Amêndoa, Figos e Mel

figos

bolo de amendoa e figos

bolo de amendoa, figos e mel

Figos. Uma deliciosa perdição. O final mais doce do verão.
Todos os anos, em finais de agosto ou já em setembro, anseio pelo fim de semana em que vamos à aldeia colher os figos doces das duas figueiras da tia A. Muitos são comidos pelos pássaros, enquanto esperamos impacientemente que eles amadureçam. Mas ficam sempre alguns, que trago de sorriso rasgado para casa.
 
Este ano, por falta de disponibilidade nossa e pelas chuvas que marcaram presença em alguns dias de agosto, não conseguimos ir apanhar os figos. E julguei mesmo que não lhe colocaria os olhos em cima, não fosse o último sábado quente e solarengo de setembro. Na companhia de ovos caseiros frescos, alguns tomates coração de boi, feijão verde, curgetes e alhos-franceses pequeninos, grão-de-bico, feijão, louro, salsa, alecrim, maçãs bravo mofo (pequeninas e tão doces) e uns bons quilos de marmelos vieram alguns figos, os últimos, bem deliciosos.
Acabaram mais que perfeitos neste bolo delicioso de amêndoa cuja receita já estava guardada desde o ano passo, comigo sempre a desejar um pedacinho mais.
Até breve!

bolo de amendoa e figos

Bolo de figos e amendoa

(receita adaptada da Donna Hay Magazine April/May 2014)

ingredientes

85g de margarina vegetal derretida e arrefecida (usei Vaqueiro)
130g de açúcar amarelo 
raspa de 1/2 limão e 1/2 laranja
3 ovos M (biológicos ou caseiros, de preferência)
75g de farinha de trigo
1 c.sopa rasa de fermento em pó
150g de amêndoa sem pele triturada (farinha de amêndoa)
4 a 6 figos pingo de mel, bem lavados e cortados ao meio
mel q.b. para salpicae no final

preparação

Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Untar com margarina uma forma redonda de 22 cm de diâmetro, amovível, forrar com papel vegetal, também untado. Reservar.
Numa taça, bater muito bem a margarina com o açúcar e as raspas de limão e laranja. Juntar os ovos, um a um, deixando bater bem em cada adição, até a massa ficar fofa e esbranquiçada.
Peneirar para a taça a farinha com o fermento e misturar bem. Juntar por fim a farinha de amêndoa e envolver bem. 
Transferir a massa  para a forma, alisando a superfície. Dispor as metades de figo, sem pressionar muito (eles vão afundar naturalmente), e levar ao forno até o bolo estar cozido (verificar com o teste do palito - o meu demorou cerca de 45 minutos, mas o centro ainda ficou ligeiramente encruado; quem provou, adorou assim, mas devia ter ficado mais uns 5 minutos no forno). Retirar do calor e salpicar logo de seguida a superfície com mel. 
Servir ainda morno ou frio. É absolutamente delicioso!

Nota: outra receita deliciosa de Bolo de Limão com Figos aqui.
 

29/09/2015

Panquecas de Aveia, Espelta e Quinoa

Panquecas Multicereais

Panquecas de Aveia, Espelta e Quinoa

Panquecas Saudáveis

Por aqui ainda é verão. Ainda cheira a relva fresca, a maresia e a morangos. Os que vou conseguindo encontrar, adoçados pelos sol que nos sorri nestes dias.
Presenciar a transição do verão para o outono é uma das etapas que mais gosto de assistir. Acordar com o sol, mas sentir a brisa fresquinha da manhã. Olhar para o chão e já o ver salpicado com as primeiras folhas soltas das árvores. Assistir na plateia à beleza das vindimas. Saborear já com saudade os frutos que depressa vamos deixar de ver nas bancas dos pequenos mercados e piscar o olho aos que agora começam a chegar. As maçãs, as pêras, os marmelos, as castanhas... E também os legumes que nos confortam quando o frio chegar. As abóboras, a batata-doce, as couves.
Mas vamos com tempo. Viver os dias um de cada vez. Agradecer todas as pequenas maravilhas em nosso redor. Mais vezes, sem falhas. Saborear a vida. Cada pedacinho dela. Como quando comemos o que nos sabe bem, só às vezes, e bem devagar. E estas panquecas deliciosas e saudáveis são o melhor exemplo que vos possa dar.
Até breve!

Panquecas de Aveia, Espelta e Quinoa

PANQUECAS DE AVEIA, ESPELTA E QUINOA
 
ingredientes (para 4 pessoas)
 
1/2 chávena de farinha de aveia integral
1/2 chávena de farinha de espelta branca
1/2 chávena de farinha de quinoa - podem substituir por farinha de arroz, de trigo integral ou de coco
2 c.chá de fermento em pó
1 pitada de sal
raspa de 1/2 limão
1 chávena de leite de aveia (ou qualquer outro leite vegetal)
2 ovos M, de preferência biológicos
1 c.sopa de óleo de coco
3 c.sopa de agave
morangos frescos e mel para acompanhar
 
preparação
 
Numa taça, juntar as farinhas com o fermento e a pitada de sal. Misturar bem.
Fazer uma cova no centro e juntar o leite, o agave, o óleo de coco, os ovos e a raspa de limão, mexendo muito bem com uma vara de arames até a massa ficar sem grumos. Deixar repousar 5 minutos.
Aquecer ligeiramente uma frigideira antiaderente e, com uma concha de sopa ou jarro medidor (como eu prefiro), verter quantidades pequenas de massa. Deixar dourar por baixo e virar cada panqueca quando se começarem a formar bolhinhas à superfície. Repetir o processo até se esgotar a massa.
Servir as panquecas de imediato, com morangos fatiados regados com mel.

17/09/2015

Coroa Brioche de Laranja e Côco


coroa de laranja

coroa de laranja

E depois de uns dias de chuva a fazer lembrar o outono, eis que o sol volta a brilhar e o verão regressa para a despedida final. 
Por aqui ainda temos esperança de visitar a praia uma última vez, o guarda-sol e as toalhas ainda estão na mala do carro e as previsões apontam para um fim de semana com mais calor. Renovar as energias antes mesmo da escola começar e da rotina se instalar de vez. Os livros já estão encadernados (sim, por mim) e a mochila já está quase cheia de tanto material, pronto a estrear. Quando era miúda ansiava pelo dia em que ia à papelaria do bairro comprar o material novo para a escola. Cheirar os cadernos, namorar os lápis de cor, as borrachas e as canetas. Arrumar tudo direitinho e escrever o meu nome nas etiquetas. Hoje corremos todos à procura das promoções nas grandes superfícies e a graça já não é a mesma, mas ainda assim há um brilho nos olhos quando chegamos a casa e damos conta que mais uma etapa vai começar na vida dos nossos filhos. 

Entretanto, e porque ainda faltam três dias, o momento é de pausa. Ligar o forno e pôr as mãos na massa. Vê-la crescer e com ela formar uma coroa linda e cheia de sabor. Outra vez a laranja e o côco que tanto gostei na última granola que fiz. A lembrar um pão de deus, mas confesso, por mero acaso. 
Quem sabe, para saborear e partilhar ao final do dia na praia e dizer adeus à estação.
Até breve!

coroa de laranja

coroa de laranja

coroa de laranja e coco

COROA BRIOCHE DE LARANJA E CÔCO

ingredientes para a massa
(usei a mesma receitas dos caracóis de canela da Donna Hay)

1 saqueta de fermento de ação rápida (11g - usei da Ferminpan)
160 ml de leite meio gordo morno
500g de farinha de trigo T65
50g de açúcar amarelo
1 c.chá rasa de sal fino
2 ovos, ligeiramente batidos
125g de manteiga ou margarina vegetal, derretida e arrefecida

ingredientes para o recheio

85g de manteiga (ou margarina vegetal) amolecida até estar quase derretida
75g de açúcar amarelo
raspa da casca de 2 laranjas
100g de côco ralado + extra para salpicar no final


preparação

Numa tigela, dissolver o fermento e 1 colher de café de açúcar amarelo no leite com a ajuda de uma vara de arames. Deixar repousar durante 5 minutos num local quente, ou até que se comecem a formar bolhas de ar na superfície.
À parte, misturar numa taça grande a farinha com o restante açúcar e o sal. Fazer uma cova no centro e deitar a manteiga/margarina derretida, os ovos e o leite. Amassar a uma velocidade baixa durante 1 minuto na batedeira, com o gancho de amassar, até que os ingredientes se misturem. Aumentar a velocidade e amassar durante mais 5 minutos, ou até a massa se despegar com facilidade da taça (é sinal de que está pronta).
Tapar a taça com película aderente e deixar levedar num local quente e seco (e sem correntes de ar) durante 1 hora, ou até a massa duplicar de volume.
- quem não tiver batedeira com gancho de amassar, pode amassar à mão, durante 10 minutos, com as mãos enfarinhadas, ou até sentir a massa bem elástica. Formar depois uma bola e colocar numa taça coberta com película aderente para levedar. 
Entretanto, pré-aquecer o forno a 180 ºC e preparar o recheio: misturar bem o açúcar e as raspas de laranja com a manteiga e, em seguida, misturar o côco ralado até se formar uma pasta.
Destapar a taça e colocar a massa numa superfície enfarinhada. Estender a massa com a ajuda de um rolo, formando um retângulo com cerca de 1 cm de espessura.
Com a ajuda de uma espátula, espalhar o recheio em toda a superfície, deixando uma pequena margem em relação às bordas (para evitar que o recheio saia ao enrolar-se a massa). Enrolar cuidadosamente a massa, no sentido do comprimento.
Com uma faca enfarinhada, cortar, no mesmo sentido, a massa em duas tiras de igual espessura, deixando um pedaço do final unido. Sobrepor as tiras, uma de cada vez, num efeito entrançado, e unir no final, formando a coroa (ver exemplo aqui).
Passar a coroa para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e levar ao forno até estar cozida (cerca de 25 minutos, mas o melhor é verificar com o teste do palito).
Retirar a coroa do forno e deixá-la arrefecer em cima de uma grelha metálica. Salpicar com um pouco mais de côco ralado e cortar às fatias para servir.
É deliciosa morna!

Nota: se sobrarem fatias, envolvê-las em papel de alumínio e colocá-las dentro de uma saco no congelador. Ficam super fofas depois de descongeladas na noite anterior para saborear no dia seguinte. 

10/09/2015

Granola de Côco e Laranja


granola de côco


granola de côco

Agosto terminou com um crumble com a fruta da época e setembro faz-me entrar na rotina com uma granola cheia de aroma e sabor. Mas devagar, sim, que o verão ainda não terminou.

Completamente rendida às granolas caseiras (a confirmar pela quantidade de posts que dedico ao pequeno-almoço), passo a vida a inventar novas combinações de sabores para alegrar as minhas manhãs à mesa. E, na verdade, não é assim tão difícil. Pelo contrário, é estimulante e muito compensador. Aproveito as refeições em que ligo o forno e, enquanto estamos a jantar, a granola faz-se quase sozinha. Uso quase sempre a mesma receita base e depois combino os ingredientes conforme o que tenho em casa. Já tive alguns desastres, tenho de admitir, mas também agradáveis surpresas, como esta granola de côco e laranja, dois sabores que gosto imenso e que casam tão bem. 

Já admiti aqui que o pequeno-almoço é a minha refeição favorita do dia, aquela que me desperta o paladar. Gosto de acordar e saber que à mesa o dia começa da melhor maneira, com muita cor e coisas que nos fazem bem. Acompanhada por proteína e fruta, a granola mantém-me saciada por muito mais tempo que o pão e dá-me energia para as corridas matinais que faço sempre que posso, ao longo das margens dos canais que atravessam a minha cidade. 
Espero que gostem! Até breve!


granola de côco


GRANOLA DE CÔCO E LARANJA
 
Ingredientes (para um frasco com capacidade de 1,5 l)

2 chávenas grandes bem cheias de flocos de aveia integral
1/2 chávena de sementes de sésamo
1/2 chávena de sementes de linhaça
1/2 chávena de sementes de girassol
3/4 chávena de côco ralado
1/2 chávena + 2 c.sopa de mel de rosmaninho (ou o mais clarinho que encontrarem, desde que seja biológico
2 c.sopa de óleo de côco
raspa de 3 laranjas grandes
sumo de 1 laranja
1/2 chávena de lascas de côco


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180 ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Numa taça grande misturar os flocos de aveia com as sementes e o côco ralado.
À parte, aquecer num tachinho o mel com o óleo de côco, o sumo e a raspa de laranja, o suficiente para a mistura ficar mais líquida e fácil de envolver. Verter para a taça dos ingredientes secos e misturar bem, com as mãos ou com uma colher de pau.
Espalhar muito bem a mistura pelo tabuleiro e levar ao forno até ficar dourada e crocante (cerca de 40 a 45 minutos), remexendo com um garfo a cada 10  minutos, para a granola tostar uniformemente. 5 minutos antes de retirar do forno, salpicar a granola com as lascas de côco, para que estas tostem ligeiramente.
Retirar do calor e deixar arrefecer completamente numa grelha. Guardar num recipiente hermético até 2 a 3 semanas. Servir ao pequeno-almoço ou ao lanche, com leite ou iogurte e fruta fresca.

27/08/2015

Crumble de Pêssegos e Amoras

crumble de pêssegos
 
crumble de verão
 
O verão tem andado escondido por aqui no litoral.
São poucos os dias seguidos em que o sol brilha com toda a sua força e nos dá o calor que tanto gostamos de sentir na pele. Ao vento de noroeste a que já nos habituámos, este ano juntaram-se as nuvens persistentes que teimam em não nos abandonar. Ainda assim, temos aproveitado bem os dias maiores, com muitos passeios de bicicleta, corridas, caminhadas e dias de praia que, mesmo sem temperaturas altas, nos fazem correr para o mar e lavar a alma. E ler.
Levar um livro comigo e deitar-me na areia fofa é dos meus maiores prazeres no verão. É a única altura do ano em que consigo ler sem pausas vários livros. São como que um alimento para a minha mente. Saborear cada frase e descobrir cada palavra nova como quem prova algo pela primeira vez. Desde sempre.

Pequenos deleites. Coisas simples. Na verdade, as que nos sabem sempre melhor.
Cortar um pêssego sumarento e partilhar cada gomo. Apanhar amoras silvestres e guardar as melhores para o fim. Juntar estes dois sabores do verão e saboreá-los num crumble mesmo quando o sol apenas espreita. É isto...
Até breve!
 
crumble de pessegos e amoras

crumble de amoras
 

CRUMBLE DE PÊSSEGOS E AMORAS
COM AVEIA, SEMENTES DE GIRASSOL E GENGIBRE
 
Ingredientes
 
5 a 5 pêssegos (ou nectarinas), sem casca e sem caroço, cortados em gomos finos
amoras silvestres, bem lavadas, q.b.
sumo de 1 laranja pequena
2 c.sopa de açúcar de cana integral (podem substituir por açúcar amarelo ou mascavado)
 
Para o crumble
 
125g de flocos de aveia integral
50g de sementes de girassol
2 c.sopa de açúcar de cana integral (podem substituir por açúcar amarelo ou mascavado)
1 c.chá de gengibre em pó
50g de margarina vegetal fria, cortada em cubos (usei Vaqueiro)
 
 
Preparação
 
Pré-aquecer o forno a 180º C. Colocar os gomos de pêssego numa assadeira pequena e salpicar com algumas amoras silvestres. Juntar o sumo de laranja e o açúcar e envolver bem.
Cobrir a assadeira com papel de alumínio e levar ao forno durante 10 minutos, enquanto se prepara o crumble.
Numa taça, juntar os flocos de aveia com as sementes de girassol, o açúcar e o gengibre em pó. Misturar bem e adicionar a margarina fria, "esfregando-a" com as pontas dos dedos nos restantes ingredientes, até todos estarem ligados.
Retirar a assadeira do forno, descartar a folha de alumínio e cobrir a fruta com o crumble. Levar novamente ao forno até este dourar e ficar crocante (cerca de 35 a 40 minutos).
Retirar do calor e servir quente ou morno, simples ou com iogurte ou gelado.
 

12/08/2015

Cheesecake de Amoras e Iogurte

Cheesecake de Iogurte e Amoras

Cheesecake de Iogurte

Cheesecake

O último fim de semana foi passado no interior, na aldeia. Tão diferente e cheia de vida neste mês de agosto sempre querido para nós.
Foram dias de festa, de santos e bombos. De crianças livres a brincar nos caminhos outrora vazios de alegria e de gente. De música que invade cada recanto, cada ruela, cada casa, redescobertos sob o olhar de quem a vê com uma saudade que nunca se esgota, mas se intensifica a cada ano que passa, a cada verão que acaba, a cada brisa que leva os seus de volta aos países que não os do seu coração.
 
Dias a contar histórias, a revisitar o passado, a conversar e a comer debaixo das sombras das árvores. Há tomates grandes e doces. Curgetes e pepinos. Pimentos verdinhos assados nas brasas. Há churrasco. Salpicão, pão podre e melão fresco às fatias. E há tempo para espreitarmos as figueiras na esperança de ver os figos já maduros e para nos aventurarmos pelas silvas a apanhar as amoras que tanto gostamos de saborear. 
Este ano tivemos sorte e apanhámos imensas. Possivelmente mais de um quilo. E são tão boas! É impossível não imaginar onde ficam bem. Numa taça com iogurte e cereais ao pequeno-almoço. Numa compota. Num gelado. Numa tarte com sabores de verão....
E num cheesecake de iogurte, para matar a gula sem grande gulodice. Bem, depende do tamanho da fatia ;)
Até breve!

Cheesecake de Amoras


CHEESECAKE DE AMORAS E IOGURTE
 
Ingredientes para a base
 
200g de bolachas digestivas ou de aveia
100g de manteiga derretida sem sal (tem mesmo de ser sem sal, pois as bolachas já são salgadas o suficiente)
 
Ingredientes para o creme
 
5 folhas de gelatina
1 embalagem de queijo-creme (uso sempre da marca Philadelphia)
3 c.sopa de açúcar em pó
Raspa de 1 limão
1 boião de 500g de iogurte grego natural (ou 4 iogurtes gregos naturais pequenos)
4 c.sopa bem cheias de compota de amoras caseira
 
Amoras q.b. e folhas de hortelã para decorar
 
 
Preparação
 
Começar por preparar a compota de amoras: colocar num tachinho ao lume 150g de amoras bem lavadas com 75g de açúcar e sumo de 1 limão pequeno. Deixar cozinhar até as amoras libertarem o seu suco e a mistura tiver engrossado (cerca de 20 a 25 minutos). Retirar do lume, triturar com a varinha mágica e deixar arrefecer completamente antes de usar (colocar no frio para arrefecer mais depressa - o ideal é fazer a compota na véspera).
Entretanto, colocar a demolhar as folhas de gelatina numa tigela com água fria (o suficiente para cobrir a totalidade das folhas). Aguardar alguns minutos, até amolecerem. Escorrer bem as folhas e dissolvê-las em 2 c.sopa de água quente. Reservar.
Para a base do cheesecake triturar as bolachas num processador de alimentos e juntar a manteiga derretida. Envolver bem e cobrir a base de uma forma redonda de fundo amovível com 22 cm de diâmetro, untada previamente com manteiga. Calcar bem com as costas da mão ou de uma colher, até ficar liso e uniforme. Colocar a repousar no frigorífico para ajudar a solidificar.
Para o creme, bater o queijo-creme com o açúcar em pó e as raspas de limão. Juntar as folhas de gelatina dissolvidas e mexer bem. Envolver suavemente o iogurte grego e, por fim, a compota de amoras, não misturando completamente para se obter um efeito marmoreado.
Retirar a forma do frio e verter esta mistura, alisando bem a superfície. Levar ao frigorífico até solidificar e ficar bem fresco (pelo menos 3 a 4 horas).
No momento de servir, retirar o aro da forma e colocar a base num prato de servir. Decorar com amoras e folhas de hortelã e fatiar.